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Falta de conservação pode destruir a história da corte real portuguesa na Brasil

Uma história de quase 200 anos está prestes a ruir,os casarões que serviram de moradia para a corte real portuguesa em sua vinda para o Brasil em 2008, estão desabando pela ruas do centro do Rio de Janeiro. De acordo com o Arquivo Nacional, apenas 8 dos 150 imóveis ainda estão de pé, e destes, apenas 2 contam com verbas públicas para sua manutenção.

Esses casarões chegaram a abrigar entre 5 e 15 mil acompanhantes da família real, que também vieram de Portugal. Segundo o historiador Milton Teixeira, a preservação deveria estar sendo feita pela prefeitura e pelo governo federal, e ainda cita o artigo 23 da Constituição Federal, que delega aos governos federais, estaduais e municipais, impedir a evasão ,a destruição e descaracterização dos bens de valor histórico.

O autor do livro “Arquitetura no Brasil, de Cabral a D.João VI”, afirma que esse descasso se deu principalmente a partir da Revolução Industrial e das renovações do estilo da década de 1920, onde houve uma reorganização no centro do Rio de Janeiro. Ele lembra também que boa parte do centro da cidade servia de comércio na época, por isso o motivo das portas bem grandes, mas que hoje, um remanescente desse estilo é encontrado apenas na rua do Riachuelo.

Apenas o Paço Imperial , que servia de casarão principal para a corte e a Quinta da Boa Vista, que serviu de sua segunda morada, ainda mantêm características da época, sendo que a obra que teve início para conservação de Boa Vista, já foi fechada.


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